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Pessoas do Bem
* Por Erika de Souza Bueno Em nome da independência, pais são tachados de ?quadrados?, pessoas antiquadas que nada sabem da vida moderna. Em nome da autonomia, filhos são ?jogados? aos cuidados de escolas, as quais são cobradas para darem a eles toda a educação que deveria ser compartilhada com a família. Em nome da liberdade, pessoas deixam suas casas e saem despreocupadamente em busca de experiências excitantes, sem nenhum limite ou moderação. Em nome da ousadia, jovens arriscam suas vidas como se fossem imunes aos perigos. Em nome do prazer, jovens se esquecem que fazem parte de famílias, pensando apenas em si e agindo de maneira completamente irresponsável, como se a juventude e a saúde fossem eternas. Em nome da modernidade, os bons princípios são trocados pela máxima satisfação individual, pela realização dos desejos pessoas a qualquer preço. Em nome da felicidade, pessoas se deixam envolver por embalos de músicas, álcool e drogas durante uma noite inteira, mesmo sabendo das possíveis consequências à saúde e à segurança, de si e de outros. Mas, em nome da compreensão, do cuidado e do amor ao próximo, ainda há muitas pessoas dispostas a trilhar a direção oposta à da busca do prazer como valor máximo da vida. Pessoas destemidas que, mesmo sabendo que podem não ser maioria num mundo cada vez mais consumista e sem valores morais, fazem a sua parte para ajudar a levantar os escravizados pelos desejos. Pessoas que sabem do valor de cada vida, de cada ser humano, de cada outra pessoa. Mesmo daquelas que, desavisadamente, se deixam levar pelas modas ditadas por uma sociedade individualista. Pessoas que vêem os pais, mães, tios, irmãos, avós como pessoas; não como super-heróis, não como pessoas com superpoderes ou dotadas de inteligência sobrenatural. São, sim, pessoas como quaisquer outras, mas que trazem em si a vontade de vencer, de superar barreiras, de contribuir para a melhoria da convivência social e da solidariedade entre as pessoas. Em momentos de apertos, de dores e de lágrimas, são elas que oferecem um ombro, um abraço, ou às vezes acalmando-nos apenas com um olhar de compreensão. Em momentos de fartura, de felicidade e alegria, são elas que queremos ter junto a nós se, é claro, tivermos aprendido alguma coisa com estas que são as pessoas que mais precisamos ter por perto. São elas que validam as nossas conquistas, pois de pouco adiantaria ganharmos o melhor prêmio nesse mundo se não tivermos com quem compartilhar nossa satisfação. São essas pessoas que enchem a nossa casa de alegria, mesmo numa segunda-feira aparentemente sem graça. São elas que fazem valer a pena nossas lutas e nossas vitórias, pois são para elas que temos coragem de contar nossos medos e possíveis fracassos. São nossas amigas e confidentes; aquelas que, realmente, merecem um lugar em nosso coração. A independência e a autonomia individuais não podem ser pretexto para que nos esqueçamos dos valores da família e da amizade. Só assim poderemos resgatar pessoas que possam contribuir para construir um mundo melhor, sem violência e sem desamor. Lute pelo bem do próximo, seja feliz com a felicidade do outro, não desamine diante do mal. Seja, enfim, uma pessoa do bem. * Erika de Souza Bueno é Coordenadora-Pedagógica do Planeta Educação e Editora do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br). ...


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